28 setembro 2008

Nada que uma barra de chocolate não cure...

24 setembro 2008

Porque as pessoas complicam tanto as coisas simples da vida? Não é bem mais fácil, descomplicar e ser feliz? “A vida acaba um pouco todo dia Eu sei e você finge não saber...” [Dolores Duran]

21 setembro 2008

"Não, você não precisa ter a barriga do mocinho da novela, afinal eu adoro meus peitos naturais que se mexem de leve quando eu corro e desaparecem um pouco quando eu emagreço demais. Acho até que posso ficar com sua barriga pra sempre, mas já faz tempo que não acompanho nem uma semana seguida de qualquer novela.
Eu não quero que você me busque num super potente carro, eu só quero que quando você me beije, eu não deseje mais nenhuma força do universo.
Estou pouco me lixando se o restaurante tem várias cifras no guia da Veja, mas gostaria muito que a gente esquecesse das mesas ao lado e risse a noite toda, eu até brindaria com água sem bolhinhas.
Sério que tem uma pousada mega-master com ofurô em cima da montanha e charretes cor-de-rosa que trazem o café da manhã? Dane-se, se você conseguir passar, nem que seja algumas horas, encantado pela gente, essa será a maior riqueza que eu posso ganhar.
Sim, a tecnologia é mesmo fantástica, só que hoje eu queria sumir com você para um lugar onde não pegue o celular, não pegue a internet, não pegue a televisão, mas que a gente, em compensação, se pegue muito.
Sim, sim, música eletrônica é demais, celebrar a vida com os amigos é genial, pular bem alto é sensacional. Mas será que a gente não pode colocar um Cartola bem baixinho na vitrola e dançar sozinhos no escuro, só hoje?
Será que a gente não pode parar de adjetivar o mundo e se sentir um pouco? Eu procuro você desde o dia em que nasci, não, eu não dependo de você nem para andar e nem para ser feliz, mas como seria bom andar e ser feliz ao seu lado.
Só que estamos com um problema: vai ser um pouco difícil a gente se conhecer porque tenho evitado sair de casa.
Eu não odeio mais as garotas em série e seus namorados em série, eu não odeio mais a sensação de que o mundo está perdido e as pessoas lutam todos os dias para se parecerem ainda mais com o perdido ao lado, se perdendo ainda mais.
Eu não odeio mais quem cuida do corpo mas esquece da alma, quem cuida do cabelo mas esquece da mente, quem cuida da superfície mas faz eco por dentro, quem coloca um peito de silicone mas esquece de dar mais uma chance ao amor.
Eu não odeio mais a galera feliz em pertencer a um mesmo barco que não vai a lugar nenhum.
Eu só acho isso tudo muito triste e prefiro não ver.
Eu prefiro não fazer parte da feira que compete pra ver quem tem a casca mais bonita.
Voando eu sei que você não vem, até porque eu jamais namoraria um super-homem: tenho horror a pessoas falsamente infalíveis.
Não quero um homem que sempre vence, que sempre impressiona, que sempre salva e sorri impecável em dentes brancos e músculos ressaltados por um colan com as cores da bandeira americana.
Você pode ter medo de monstrinhos imaginários e dormir com a porta trancada, pode ficar meio tristinho quando, numa festa cheia de amigos, lembrar que é sozinho no mundo, pode perguntar assustado no meio da noite “aonde você vai” mesmo sabendo que é só um xixi, pode até fazer piada com o seu medo de estar vivo, e pode, inclusive, ficar sério e quieto, de repente, por causa disso também.
Não existe Orkut, não existe Messenger, não existe celular, não existe um supercelular que é máquina fotográfica, Orkut e Messenger ao mesmo tempo.
Não existe o décimo quarto andar do meu prédio com 8 seguranças lá embaixo.
Não existe a balada perfeita com 456 garotas iguais e programadas para te dar um amor levemente inexistente.
Não existe esperar que a vida fique mais compacta, mais veloz, mais completa e mais fácil, assim como o computador.
Existe essa coisa simples, antiga e quase esquecida pela possibilidade infinita de se distrair com as mentiras modernas do mundo.
Existe o amor, mas onde ele foi parar depois de tudo isso?
Eu não tenho um portão para te esperar, como minha avó um dia esperou pelo meu avô e eles ficaram juntos por 70 anos.
Talvez eu também seja engolida por esse mundo que cria tantas facilidades para a gente não sofrer.
Tenho medo de que tudo seja uma mentira e de verdade sinto que é, mas ainda acordo feliz todos os dias esperando que ao menos você seja verdade."

16 setembro 2008

Amor Canibal...

Quero sempre um pedaço do teu ser... Pra que eu ainda seja eu longe de ti.

14 setembro 2008

Ser e não parecer ser

Espantoso como tudo, absolutamente tudo, pode ser banalizado, vulgarizado, simplificado, profanado. Não, não sou uma purista elitista. Sou só uma pessoa que fica “de cara” com certos usos que fazem das coisas. É essa tal de moda. Abomino isso. Faz qualquer coisa boa se transformar em algo idiota. A bola da vez é o coitado do Nietzsche. (Nisso entra Karl Marx e Dostoiévski). O lido da vez deve estar se revirando no caixão. Não sei direito como foi que começou, acho que talvez com aqueles livros que viraram best-sellers na velocidade da luz. Não vou falar mal desses livros, inclusive os li, mas daí a sair lendo e no dia seguinte transformar o “personagem principal” como herói já é demais não? Mas não posso deixar de colocar um pouco da culpa da banalização do Nietzsche nesses livros. Assim, como Che Guevara é moda e vive estampado em camisetas e quem as usa não sabe nem a metade do líder revolucionário, mesmo assim, carrega no peito a sua face... É incrível como uma leitura densa, difícil, por vezes até enfadonha seja classificada por aí como "legal" e "divertida". Ou eu não aprendi a ler e minha mente é muito rasa ou está havendo alguma confusão. Se eu quero me divertir eu vou ler qualquer coisa, menos Nietzsche! Enfim, parece que dizer que você lê ou leu o tio do bigode te faz alcançar um patamar superior, você passa a fazer parte dos "escolhidos que lêem Nietzsche". Ah, me poupem desse fingimento todo. Duvido que um terço dessas pessoas que se intitulam "leitoras de Nietzsche" realmente o tenham lido, e dessas, duvido que um terço tenha entendido alguma coisa. É isso que é ridículo, essa necessidade de parecer algo que não é! Acho que as pessoas têm de ser sinceras, se não com os outros, pelo menos consigo mesmas. É o mínimo. E, aliás, isso é que o Nietzsche dizia ser o essencial. Não transcender as formas banais de se pensar. Ele era louco, era doente, neurótico. Não é exemplo, não é um herói. Era um gênio, e merece respeito. Sei lá! No mínimo as pessoas deveriam ler os livros dele de verdade. Não só dizer que leram. Bah que mundo...

13 setembro 2008

Beiró

Dizem que ele é mau. E que vai para o inferno. Particularmente, acho isso uma grande injustiça. E tenho conhecimento de causa. Deve ser por que com ele, o tempo passa mais rápido, e os dias tornam-se melhores. Pode ser porque, mesmo em silêncio, ele é desconcertante e sempre tem razão. Além disso, é encantador e apaixonante: principalmente quando conta as suas histórias... Acho também que é porque ele é irresistível, e não há nada que seus olhos não digam, ou que o seu sorriso não consiga. Ele realmente se acha mau, e quer convencer todo mundo disso. Mas é só um cara valente, um cara estranho, como todas as pessoas interessantes, que importam e valem à pena. Mas, para mim, ele é sim mau: o meu Mau necessário. Indispensável. Meu grande amigo. Minha quase alma gêmea. Ele faz questão de levar todo mundo para o inferno. Mas o que ele não sabe é que, com ele, estamos mais perto do céu. Te amo babyee!

11 setembro 2008

La liberté

Liberdade! Vide dicionário: Condição de ser livre; direito de decidir; agir segundo sua própria vontade; procedimento livre contra as convenções... Palavra linda, significado que explana todo meu ser. Sem essa ilustre liberdade seria que nem os poetas, sem seus formosos versos de des(amor). Nunca fui muito ligada a convenções sociais. Faço o que sinto vontade ou que me faça bem . Soa meio individualista isso! De fato até é. Mas, e daí? Isso não me torna uma pessoa má, ou me torna? E quanto mais tentam me colocar na forma da menina-boazinha-que-diz-sim-a-tudo, mais livre eu me torno. Me solto das amarras e vou de encontro à brisa da minha vontade. Minha personalidade libertada de tudo que prende e sufoca. Livre dos tabus! Livre da trivialidade! Livre do materialismo (Não o de Marx). Livre de achar que dinheiro é tudo no mundo! Livre de acreditar que o príncipe encantado virá me beijar quando estiver de olhos fechados para a realidade. Livre de tudo que já me fez mal e, sobretudo livre do que me causa mal (isso é fato importante). E cada dia que passa, mais livre vou me tornando. E quanto mais livre me torno, mas Mel eu sou. [La liberté guidant le peuple, de Eugène Delacroix.Quadro que simboliza a revolução e a liberdade]

08 setembro 2008

"Por que não tentar tudo? Se você só se lembrará disso uma vez..."

07 setembro 2008

Ouço um tango eletrônico. Argentinamente emocionante. Combina com o azul cinzento do céu e com a fria paisagem lá fora. Daqui a pouco sou noite. Daqui a pouco desligo Buenos Aires da minha tela e volto a viver riograndinamente nas ruas da minha cidade. Mas sempre tenho tango a tocar dentro de mim. Emotivamente http://www.youtube.com/watch?v=vmeH2PRx0Fg&feature=related http://www.youtube.com/watch?v=okPPPq9htEI&feature=related